O quê você anda construindo?
Amigos, companheiros, parceiros, colegas, camaradas aposentados do regime geral da previdência,
Você, como aposentado pelo regime geral da previdência, está satisfeito com os seus “benefícios” recebidos mensalmente do INSS?
Você já comparou, transformando em salários-mínimos, seus proventos atuais com aquele seu primeiro benefício recebido à época da sua aposentadoria?
O que você pensa a respeito dos aumentos diferenciados para o salário mínimo e para os aposentados e pensionistas do regime geral da previdência? Você acha justo?
Você está feliz, contente, satisfeito? Você acha que é assim mesmo e que um dia, por si só, as coisas vão mudar?
Você acredita que mudanças na legislação atual da previdência social irão “quebrar” a previdência e daí você não receberá nem o “tiquinho” que hoje pinga todo mês?
O quê você acha do Brasil “ter dinheiro pra tudo”, inclusive para empreiteiros, banqueiros, governos vizinhos e distantes – Bolívia, Equador, Paraguai, Venezuela, Angola, Moçambique, previdência privada para os funcionários do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Petrobras, para criar ministérios e milhares de cargos comissionados (de confiança), para inventar uma TV pública, e somente “não ter dinheiro” para os professores da educação fundamental, para a saúde pública e para os aposentados e pensionistas do regime geral da previdência?
Você acha justo ter-se regimes diferenciados para aposentados do serviço público (Executivo, Legislativo e Judiciário) e para aqueles outros do regime geral da previdência? Em qual dos dois regimes, se lhe fosse oferecidas as opções, você gostaria de encaixar-se?
Você que ainda não é aposentado, mas que um dia certamente irá aposentar-se pelo regime geral da previdência, você não pensa que já é hora de movimentar-se e lutar pelos seus direitos no futuro próximo?
O que você tem feito para mudar o atual “estado das leis” que regem a Previdência Social – Regime Geral da Previdência?
Você não pensa que além de lutar pelos seus próprios direitos, tem também que lutar por antigos, atuais e futuros companheiros, colegas e amigos que não tem acesso a boa informação, a jornais, internet, etc, são menos politizados, mais acomodados, mais à margem dos acontecimentos do que nós próprios?
Por qual dos caminhos você está optando: a ação ou a omissão?
O quê você tem feito, o quê você tem construído, com quem você tem discutido ou debatido, explanado, defendido, discordado, difundido, multiplicado?
Tem se informado cada dia mais sobre o tema?
Tem acompanhado pela TV Senado, TV Câmara, internet, jornais?
Tem escrito para seus Senadores, Deputado Federal, Deputado Estadual, Vereador, Sindicato da classe, Federação, Confederação, imprensa local, pessoas influentes?
Alguém lhe responde?
Tem comentado, propagado e defendido a tese com seus familiares ou colegas nas rodinhas de cerveja?
Tem escrito e-mails para os velhos companheiros, convidando-os e/ou convocando-os a aderirem à causa de defesa dos direitos dos trabalhadores e aposentados do regime geral da previdência?
Ou você é um daqueles que já desistiram, que pensa que nada vale a pena, que político é tudo a mesma coisa, que nada não adianta nada, que não pode fazer nada, que um dia a coisa muda sozinha, que é melhor ficar assim mesmo, que não tem força pra mudar nada, que o melhor é deixar rolar, que isto não é problema seu, que não tem tempo pra isso, etc, etc, etc.
Bem, da minha parte, estou aqui na minha trincheira, na luta.
Por opção, por senso coletivo, por dever de justiça, para a restauração da dignidade dos componentes da categoria e da classe.
Se iremos vencer a batalha, confesso que tenho cá minhas dúvidas.
Não sou ingênuo, mas sou um sonhador assumido.
Vocês acreditam que um dia já sonhei até com o PMDB? Depois sonhei com o PT!...
Mas deixemos a política partidária adormecida a um canto, à parte dos sonhos.
Agora, estou acordado, penso eu.
Mas mesmo sonhando acordado, sonho.
Depois, o melhor de tudo, o melhor do sonho atual, é que a luta pela restauração dos direitos e da dignidade dos aposentados e pensionistas do regime geral da previdência, é um sonho suprapartidário, maior que os próprios políticos e seus respectivos partidos políticos, é humanista, e é possível!...
E, para terminar por hoje, transcrevo-lhes agora uma frase muito usada pelo Senador Paulo Renato Paim, o maior sonhador deste meu atual sonho, citando Raul Seixas em suas falas e correspondências:
"Sonho que se sonha só é só um sonho que se sonha só.
Sonho que se sonha junto é realidade”.
Conselheiro Lafaiete, 16/12/2008
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